Mostrar mensagens com a etiqueta Escandinávia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escandinávia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de fevereiro de 2013

E finalmente, Helsínquia!


Quando vim viver para a Suécia, estava convencida de que em apenas alguns meses eu iria visitar todas as outras capitais escandinavas. Afinal, estão tão pertinho... certo? Sim e não. A verdade é que, com o aeroporto de Skavsta e todos os seus vôos low cost (dos quais apenas um para Oslo) a 15 minutos de minha casa, eu posso viajar a outros sítios bem mais interessantes (quanto mais não seja a nível de temperaturas) por uma fracção do preço da viagem para as capitais vizinhas: Oslo (Noruega), Copenhaga (Dinamarca) e Helsínquia (Finlândia). E assim os anos passaram sem que eu concretizasse o meu pequeno projecto. Este verão foi finalmente a vez de Copenhaga. E agora, que uma amiga veio visitar-me à Suécia, surgiu um pretexto para aproveitar e mostrar-lhe (a ela e a mim!) Helsínquia também.



Durante a minha pesquisa, descobri que a forma mais barata e conveniente de ir para Helsínquia era fazer um cruzeiro. Eu já tinha ouvido falar muito sobre os cruzeiros do mar Báltico. Ai ao álcool, ai as pessoas bêbedas, ai os homens de meia-idade à procura de engate. A verdade é que, agora que finalmente tive a experiência por mim mesma, não entendo tanta "polémica". Há álcool, há pessoas bêbedas, há homens de meia-idade à procura de engate. Mas também é fácil ficar longe de tudo isso. E, por 944 coroas por pessoa (com 2 noites a bordo, 2 pequenos-almoços e 2 bilhetes de transfer de regresso a Nyköping incluídos!), vale a pena fazer este cruzeiro. Se tivéssemos ido de avião, pagaríamos esse preço só por um bilhete.



Fomos com a Viking Line, no barco Mariella, que partiu de Estocolmo às 16:30 de sexta-feira, e chegámos a Helsínquia às 10:10 do dia seguinte. São algumas horas de cruzeiro mas o barco era enorme e não lhe faltavam diversões. Entre outras coisas, tinha uma loja de duty free, um spa, três restaurantes e vários bares. Digamos a loja duty free por si mesma ajuda a matar o tempo e o saldo do cartão de crédito, ha!

Chegadas a Helsínquia, fomos a andar até ao centro. Há transportes públicos para a cidade mas nós achámos desnecessário esperar e pagar bilhete, pois afinal o centro fica a dez minutos a pé. Helsínquia é uma cidade tranquila, despretensiosa e bastante pequena, ainda mais do que Estocolmo. Mesmo assim, as nossas 7h passaram a correr, entre passeios, o almoço e várias sessões de fotos. 


A minha única desilusão foi não haver uma "baixa", uma parte histórica da cidade. Havia museus, pontos de interesse etc mas não uma zona de casinhas mais velhas, palácios, igrejas e lojas de souvenirs como, por exemplo, gamla stan em Estocolmo. Normalmente o que eu mais gosto de fazer, quando visito sítios novos, é percorrer as suas zonas históricas. Mas não me arrependo, nem um pouco, de ter ido fazer uma visita a Helsínquia.





I see white!




As pessoas também me surpreenderam, mas pela positiva. Eu tinha a impressão de que os finlandeses eram ainda mais reservados do que os suecos, mas as pessoas que conhecemos e com quem falámos durante a nossa curta viagem foram bastante simpáticas e prestáveis, talvez mais do que os suecos. 

Às 17:00 de sábado, hora finlandesa (a diferença horária é de 1 h), o barco partiu para Estocolmo. Nessa noite, fomos ao spa fazer uma massagem. Escolhemos uma chamada muscle melt, com a duração de meia hora. Custou 40€. Eu não costumo fazer massagens e, por isso, não posso comparar preços mas achei 40€ demasiado caro para o que "recebi"... sendo que o que recebi foi dor, muiiita dor excruciante, durante aquela massagem do mal. Já a minha amiga ficou bastante satisfeita.


Super pontual, às 10:00 (hora sueca) de domingo  já estávamos em Estocolmo de novo e o nosso autocarro de transfer para Nyköping partiu logo às 10:30. A paragem era mesmo em frente ao "terminal de chegadas". Recomendo vivamente o uso do serviço de transfer. Os preços são bastante razoáveis e posso garantir que, depois de um fim-de-semana de cruzeiro, sabe muito bem ter o autocarro ali à porta.


Pronto, aqui fica o meu testemunho sobre o célebre cruzeiro a Helsínquia. Sempre gostei de desfazer mitos...


Agora só me falta visitar Oslo! Me aguardeeem!