Quando vim viver para a Suécia, estava convencida de que em apenas alguns meses eu iria visitar todas as outras capitais escandinavas. Afinal, estão tão pertinho... certo? Sim e não. A verdade é que, com o aeroporto de Skavsta e todos os seus vôos low cost (dos quais apenas um para Oslo) a 15 minutos de minha casa, eu posso viajar a outros sítios bem mais interessantes (quanto mais não seja a nível de temperaturas) por uma fracção do preço da viagem para as capitais vizinhas: Oslo (Noruega), Copenhaga (Dinamarca) e Helsínquia (Finlândia). E assim os anos passaram sem que eu concretizasse o meu pequeno projecto. Este verão foi finalmente a vez de Copenhaga. E agora, que uma amiga veio visitar-me à Suécia, surgiu um pretexto para aproveitar e mostrar-lhe (a ela e a mim!) Helsínquia também.
Fomos com a Viking Line, no barco Mariella, que partiu de Estocolmo às 16:30 de sexta-feira, e chegámos a Helsínquia às 10:10 do dia seguinte. São algumas horas de cruzeiro mas o barco era enorme e não lhe faltavam diversões. Entre outras coisas, tinha uma loja de duty free, um spa, três restaurantes e vários bares. Digamos a loja duty free por si mesma ajuda a matar o tempo e o saldo do cartão de crédito, ha!
Chegadas a Helsínquia, fomos a andar até ao centro. Há transportes públicos para a cidade mas nós achámos desnecessário esperar e pagar bilhete, pois afinal o centro fica a dez minutos a pé. Helsínquia é uma cidade tranquila, despretensiosa e bastante pequena, ainda mais do que Estocolmo. Mesmo assim, as nossas 7h passaram a correr, entre passeios, o almoço e várias sessões de fotos.
A minha única desilusão foi não haver uma "baixa", uma parte histórica da cidade. Havia museus, pontos de interesse etc mas não uma zona de casinhas mais velhas, palácios, igrejas e lojas de souvenirs como, por exemplo, gamla stan em Estocolmo. Normalmente o que eu mais gosto de fazer, quando visito sítios novos, é percorrer as suas zonas históricas. Mas não me arrependo, nem um pouco, de ter ido fazer uma visita a Helsínquia.
I see white!
As pessoas também me surpreenderam, mas pela positiva. Eu tinha a impressão de que os finlandeses eram ainda mais reservados do que os suecos, mas as pessoas que conhecemos e com quem falámos durante a nossa curta viagem foram bastante simpáticas e prestáveis, talvez mais do que os suecos.
Às 17:00 de sábado, hora finlandesa (a diferença horária é de 1 h), o barco partiu para Estocolmo. Nessa noite, fomos ao spa fazer uma massagem. Escolhemos uma chamada muscle melt, com a duração de meia hora. Custou 40€. Eu não costumo fazer massagens e, por isso, não posso comparar preços mas achei 40€ demasiado caro para o que "recebi"... sendo que o que recebi foi dor, muiiita dor excruciante, durante aquela massagem do mal. Já a minha amiga ficou bastante satisfeita.
Super pontual, às 10:00 (hora sueca) de domingo já estávamos em Estocolmo de novo e o nosso autocarro de transfer para Nyköping partiu logo às 10:30. A paragem era mesmo em frente ao "terminal de chegadas". Recomendo vivamente o uso do serviço de transfer. Os preços são bastante razoáveis e posso garantir que, depois de um fim-de-semana de cruzeiro, sabe muito bem ter o autocarro ali à porta.
Pronto, aqui fica o meu testemunho sobre o célebre cruzeiro a Helsínquia. Sempre gostei de desfazer mitos...
Agora só me falta visitar Oslo! Me aguardeeem!



